Fernando e Humberto, em artigo especial
da revista italiana "Elle Decor",
de junho de 2001





Irmãos Campana

Uma pequena biografia.

Nesta página, você vai conhecer um pouco sobre estes dois brotenses de coração: Humberto e Fernando Campana. Os dois irmãos são hoje conhecidos em todos os lugares do mundo por suas inigualáveis qualidades numa arte extremamente técnica e sofisticada: o design de arte, mas que eles inovam cada vez mais, maravilhando a todos com sua simplicidade e com a utilização de materiais comuns, encontrados em todos os lugares.

Seu pai, já falecido, o Dr. Alberto Campana, nasceu em Jau, SP, e depois de formado em Engenharia Agronômica, radicou-se em Brotas, onde trabalhou por muitos anos na Casa da Lavoura, a qual hoje tem o seu nome.
Sua mãe, Dona Célia Maria Piva Campana, brotense de família tradicional, foi professora no famoso Grupo Escolar Dona Francisca Ribeiro dos Reis, de Brotas.

Os dois viveram sua infância e adolescência em Brotas. Já formados, foram para São Paulo, onde iniciaram sua carreira artística.

Nestes quase 20 anos, viajaram pelo mundo todo, fazendo exposições pessoais e coletivas, workshops, palestras, cursos, ganharam inúmeros prêmios, tem suas obras expostas nos principais museus do mundo e são hoje, sem dúvida nenhuma, reconhecidos pela crítica especializada, como designers de maior criatividade deste início do século XXI.



- HUMBERTO CAMPANA
Nascido em 17 de Março de 1953, Rio Claro, SP.

Educação
1972-1977 - Bacharelado em Direito pela Universidade de São Paulo.

Experiência Profissional
1998 - Professor da FAAP(Fundação Armando Alvares Penteado), Curso de Desenho Industrial.
1999 / 2000 - Professor do MUBE (Museu Brasileiro de Escultura).

- FERNANDO CAMPANA
Nascido em 19 de Maio de 1961, Brotas, SP.

Educação
1979-1984 - Bacharelado em Arquitetura pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, SP.

Experiência Profissional
1983 - Assistência na montagem e monitoria de visitantes na XVII Bienal Internacional de Artes de São Paulo.
1998 - Professor da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), Curso de Desenho Industrial.
1999 / 2000 - Professor do MUBE (Museu Brasileiro de Escultura).

Principais Palestras Internacionais

1995 Mesa Redonda: "Quite: This is Design". Conversa entre jovens designers europeus e estrangeiros. ADI (Associazione per il Disegno Industriale), Palazzo Reale, Milão, Italia.
1998 "Brazilian Design". Universidade Internacional da Flórida. Miami, USA.
2000 "International Design Conference in Aspen" - Palestra "the Spirit of Brazil: Transforming Chaos in Beauty", Aspen Colorado, EUA.
2000 "Parsons Design School" - New York, EUA
2000 "Abitare Il Tempo" - Beyond European Design - projects from around the world, Verona, Itália.
2001 "Design Lecture Series". American Institute of Graphic Arts, San Francisco, USA.
2002 "Man and Humanity". Eindhoven Design Academy, Eindhoven, Holanda.

Workshops

1996 "O Brasil faz Design". Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, Salvador
1997 "Subjetos". Museu Brasileiro de Escultura, SP.
1998 "Matéria/Materiais". Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, BA.
1999 "Construção do Objeto". Oficina Livre, Curitiba, PR.
1999 "Construção do Objeto". Oficina Livre, Porto Alegre, RS.
2000 "Construção do Objeto". Galeria Selma Albuquerque, BH, MG.
2000 "Transforming Beauty into Chaos". Ecole Cantonale d'art de Lausanne, Lausanne, Suiça.
2001 "Exploring Materials". Arango - Design District, Miami, EUA.
2002 "Air Craft". Vitra Museum/Centre Pompidou, Boisbuchet, França.

Principais Exposições Individuais

1989 "Desconfortáveis". A Arquitetura da Luz, São Paulo.
1990 "Orgânicos". Nucleon 8, São Paulo.
1993 "Edição 93" Nucleon 8, São Paulo.
1996 "O Brasil faz Design". Palazzo Reale, Milão Italia; Museu da Casa Brasileira, São Paulo; Instituto dos Arquitetos do Brasil, Rio de Janeiro; Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, Salvador, BA.
1999 "Retrospectiva Campana". Casa França Brasil. Rio de Janeiro, RJ.
1999 "Matérias/Materiais". Museu de Arte Moderna da Bahia. Salvador, BA.
1999 "Numeros". Museu Brasileiro de Escultura. São Paulo, SP.
2000 "Entre o Design e a Arte". Museu de Arte Moderna de São Paulo, SP.
2001 "Inventividade" - Museu de Arte Contemporânea, Goiânia, Goiás.
2002 "Never Letting The Poetry scape". Tel Aviv Museum of Art (TAMA) Tel Aviv Israel.
2003 "Sushi" Centro Cultural Banco do Brasil, Brasilia, DF.

Principais Exposições Coletivas

1989 "From Modernism to Modernity". Furniture of the XX Century, Nova Iorque, EUA.
1990 "Brasilian Design". Limn Show Room, São Francisco, EUA.
1993 "Iluminativa". Museu de Arte de São Paulo, SP.
1994 "Travels in Italy". Feira Abitare il Tempo. Curadoria de Vanni Pasca e Willian Sawaya. Verona, Itália.
1995 "Il Brasile fá Anche Design". Consulado Brasileiro, Milão Italia; Museu da Casa Brasileira São Paulo; Parque Lage, Rio de Janeiro; Teatro Nacional, Brasília.
1995 "Entre Objetos".Galeria Nara Roesler, São Paulo.; Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1996 "Excesso". Paço das Artes. São Paulo, SP.
1997 "Wweiirredd Young Design in Milan". Espaço Aberto. Comune di Milano. Curadoria de Stefano Casciani, Milão, Italia.
1997 "O Luce". Galleria Immagine, Milão Italia.
1997 "Design Mit Zukunft". Focke-Museum. Curadoria de Philippe Starck, Bremen, Alemanha.
1997 "Subjetos". Museu Brasileiro da Escultura. São Paulo, SP.
1998 "O Brasil faz Design". Museu da Casa Brasileira, SP; Spazio Consolo, Milão Italia; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
1998 "Intorno alla fotografia". Association Jacqueline Vodoz e Bruno Danese. Curadoria de Marco Romanelli, Jacqueline Vodoz, Bruno Danese e Marianne Lorenz. Milão, Italia.
1998 "Brazilian Design". Arango, Miami, EUA.
1998 "Project 66". Campana/Ingo Maurer. The Museum of Modern Art (MOMA). Nova Iorque, EUA
1999 "Trancendência, Caixas do Ser". Casa das Rosas, São Paulo, SP.
1999 "Novos Alquimistas". Espaço Itaú Cultural, São Paulo, SP.
2000 "100 Designers". São Paulo, SP.
2000 " Air en Forme" Museu de Design e Artes Aplicadas e Contemporanea, Lausanne, Suiça.
2000 "Bienal Internacional de Design de Saint- Etiénne" - Saint-Etiénne, França.
2000 "Blow Up". Vitra Design Museum, Berlin, Alemanha.
2000 "Abitare Il Tempo" - "Beyond European Design - projects from around the world" - Verona, Itália.
2001 "On Paper, New Paper Art". Crafts Council Gallery, Londres, Inglaterra.
2002 "Milan in a Van". Victoria and Alberto Museum, Londres, Inglaterra.
2002 "Le Botte-Cul". Musée de Design et D´arts Appliqués Contemporains, Lausanne, Suiça.

Prêmios

1992 Prêmio Aquisição, Museu de Arte Brasileira FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado) São Paulo. Biombo Cerca.
1996 Primeiro Prêmio Categoria Design (1º lugar) XXI Salão de Arte de Ribeirão Preto, SP. Cadeira de Papelão.
1997 Primeiro Prêmio Categoria Móveis Residenciais (1º lugar) ABIMÓVEL (Associação Brasileira de Industria de Móveis) São Paulo. Mesa Inflável.
1998 Segundo Prêmio Categoria Móveis Residênciais (2º lugar) Museu da Casa Brasileira, São Paulo. Estante Labirinto.
1999 Prêmio George Nelson Design Award, Revista Interiors, EUA.

Produtos Industrializados

1997 Luminária Estela fabricada por O Luce, Milão Italia.
1998 Coleção de cadeiras de cordas de algodão fabricadas por Edra/Mazzei, Perignano, Italia.
1999 Cadeira Cone fabricada por Edra/Mazzei, Perignano, Italia.
1999 Coleção de bancos Zig Zag fabricados por Edra/Mazzei, Perignano Italia.
2000 Luminária Bambu fabricada por Fontana Arte, Milão, Italia.
2000 Luminária Plastic fabricada por Fontana Arte, Milão, Italia.
2000 Mesas Tatoo fabricadas por Fontana Arte, Milão Italia.
2000 Mesa Inflável fabricada pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MOMA), EUA.
2000 Porta Lápis de EVA MoMA (Museum of Modern Art), NY, EUA.

Peças em Acervos de Museus e Instituições

Mesa Inflável. Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MOMA),USA.
Mesa Inflável. Museu de Artes Decorativas de Montreál. Canadá.
Poltrona Vermelha. Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MOMA), USA.
Cadeira Cone. Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MOMA), USA.
Banqueta Cone. Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MOMA), USA.
Almofada Touch. Association Jacqueline Vodoz e Bruno Danese. Milão, Italia.
Mesa Inflável. Museu de Arte Moderna de São Paulo. Brasil.
Mesa Inflável. Don Edelman Foundation, Suiça.
Poltrona de Mangueiras. Vitra Design Museum, Alemanha.
Cadeira de Papelão. Vitra Design Museum, Alemanha.


Nota - Gostaria de deixar expresso aqui meus agradecimentos à Editora Bookmark, que muito gentilmente autorizou-me a utilizar parte do texto e fotos pertencentes ao livro "Os Campanas" (450 pág.), lançado em 2003. Um agradecimento especial para dona Célia, orgulhosa mãe de Humberto e Fernando, por colocar em minhas mãos seu insubstituível exemplar do citado livro, dedicado e autografado à ela por seus filhos.

Saiba como adquirir o livro: Editora Bookmark



A seguir, você poderá ver 45 das inúmeras obras dos Irmãos Campana.
Coloque o mouse sobre as fotos para ver as legendas
Clique para vê-las ampliadas.








Poltrona Flinstone (1989) - Ferro







Fruteira Jabuticaba (1990) - alumínio e galhos de jabuticabeira







Cadeira Vermelha (1993) - Alumínio e fios de algodão trançados







Sofá Papel (1993) - Papelão corrugado e ferro







Poltrona Cone (1997) - Aço inox e policarbonato







Mesa Fitas (1993) - Tiras de alumínio







Banco Gangorra (1997) - Alumínio com pintura eletrostática







Mobiliário Zig Zag (2001) - Fios de PVC e ferro







Cadeira Wing (2000) - Papelão corrugado e policarbonato







Fruteira Sushi (2002) - Tela emborrachada, náilon,EVA, borracha e látex.







Cadeira Wing II (2000) - EVA e policarbonato







Poltrona Sushi (2002) com seus criadores.
Poliuretano, EVA, feltro, plásticos,e tecidos





Reportagem de lançamento do livro "CAMPANAS",
em 2003, pela Editora Bookmark.

Revista "Veja", de 16 de julho de 2003




Vocabulário Brasileiro



Maria Helena Estrada
Diretora e Crítica da revista Arc Design
Artigo extraído do livro "Campanas",
da Editora Bookmark, São Paulo.(2003)



Final de tarde de um frio inverno paulistano. Chegamos à casa de Humberto Campana onde, em meio a peças de Noguchi e Bertoia, se espalhavam mesas e cadeiras de ferro bruto. Cadeiras? Eram peças que não remetiam a nenhuma referência conhecida e que imediatamente nos conquistaram, a mim e a designer Adriana Adam - exatamente por esta razão. Objetos de grande força expressiva, com forte apelo emocional em sua ostensiva frieza, eram originais, não repetiam nenhuma fórmula de sucesso, não eram o reflexo da estética italiana que, na década de 1980, parecia hipnotizar os criadores brasileiros. A partir de uma escassa bagagem de informações, ou da anulação de qualquer conhecimento, a criação em Fernando e Humberto Campana se mostrava incontaminada. A primeira sensação de sentar em uma das cadeiras de ferro, nessa mesma tarde gelada, deu nome à coleção: Desconfortáveis.


Sofás e cadeiras "oversized", sem revestimento ou pintura, causaram um verdadeiro choque durante sua primeira apresentação, em 1989. Desenho gestual, institivo, rabiscado à noite em um pequeno bloco, passava da idéia ao produto na manhã seguinte, pelas mãos de um hábil serralheiro. Era assim, com o mesmo imediatismo, que naquele tempo trabalhava a maioria dos designers brasileiros.

O Brasil, talvez por sua própria exuberância expressiva, costuma ser folclorizado no exterior: país da caipirinha, do carnaval e do biquini, paraíso dos turistas, é também o país das favelas, das crianças de rua, do banditismo e da miséria. Acentuando seus contrastes, é o país do vasto e despovoado "continente" amazônico, e o das megalópoles. São Paulo - cidade onde vivem Fernando e Humberto Campana - assiste, em cada esquina, aos extremos dessa desigualdade cultural, econômica e social. Por outro lado, como cidade cosmopolita é, hoje invadida pelo "made elsewhere", "designed elsewhere".

Mas não foi sempre assim. Um rápido histórico do design brasileiro começa nos anos de 1950 - década de Brasília, da nacionalização da indústria automobilística, da bossa nova na música, do ufanismo, da esperança - , trazendo um mobiliário de raiz nacional, sempre impulsionado pela força da nova arquitetura. Tenreiro com suas finas estruturas em jacarandá, a madeira laminada com Zanine Caldas, as leves formas orgânicas em ferro e couro sola de Lina Bardi e Paulo Mendes da Rocha, o mobiliário de Sérgio Rodrigues para Brasília. Depois, o gesto ficou parado no ar. A semente agora nega seus frutos, a esperança desfalece, o design passa a ter nome estrangeiro. Assim, com gestos tímidos, ressurge no Brasil na década de 1980, uma geração de designers artesãos, mas sem a habilidade destes, e sem o preparo necessário - ou a oportunidade - para desenvolver o projeto válido.

No entanto, perseguia-se o ideal de uma nova linguagem, própria e renovadora, que se expressasse com a mesma liberdade e forte identidade da música ou da dança, por exemplo. Um novo projeto, livre e e leve como a nossa cultura, descompromissado de qualquer peso do passado, intuitivo e alegre, como é próprio aos países jovens. A primeira síntese feliz desses ideais está na obra dos irmãos Campana. Um projeto que não parte de conceitos teóricos, mas de um natural espírito de observação, muito pessoal, subjetivo. Fernando, arquiteto, mais familiarizado com o mundo da matéria, e Humberto, dando vazão à sensibilidade, parecendo buscar sua inspiração a partir de outros mundos, mais etéreos. E essa talvez seja a única singularidade entre os dois irmãos que, na obra, se fundem em uma única expressão criativa.

Ao longo desses doze anos de atividade, o primeiro impacto na obra de Fernando e Humberto nos atinge pela simplicidade, pela quase obviedade dos materiais escolhidos. Folhas de policarbonato e chapas de acrílico obedecem a dobraduras e moldagens, muitas vezes manuais. Corda, palha de piaçava, mangueiras plásticas, bambu, se entrelaçam ou explodem em formas exuberantes, como nas cadeiras Jenette e Anemona.


Esse constante entrelaçar, de aparência aleatória, como em um jogo infantil, tornou-se marca registrada dos irmãos, que com fios os mais diversos, do algodão ao alumínio, criam texturas inusitadas. E talvez seja essa memória, a nostalgia de um viver mais próximo às raízes das coisas, que nos fascina ao primeiro olhar. Fernando e Humberto andam pela cidade, são atraídos por vendedores de rua e por lojinhas de bric-a-brac, tiram do cotidiano popular a inspiração para suas criações, percorrem o mundo e retornam para o campo, para Brotas, a cidadezinha onde cresceram. Esse ir e vir constante traz como resultado uma obra de matriz brasileira e expressão universal.

Quando, no final da década de 1990, frente à força do desenho fortemente industrializado, discutíamos sobre o que parecia ser um caminho sem volta, uma verdade indiscutível, a resposta de Fernando e Humberto Campana, na contracorrente do melhor design internacional, na verdade anunciava um novo caminho - que incluía o fazer primordial, o gesto simples, a mão redonda, dedos ágeis, tecendo novas superfícies e realidades. Hoje, com esse nosso olhar tão próximo - quase impossível uma visão distanciada - começamos a perceber uma nova ordem, na cadeira Califórnia Rolls, e que se detém em pequenos detalhes, elaborados, presentes nos lançamentos da Edra em 2002.


Se podemos ainda falar em design autobiográfico, este é o de Fernando e Humberto Campana que, com gestos simples nos revelam - mais do que uma trajetória pessoal - o retrato de um país.





"Project 66" - MOMA, New York, 1998






NO TECH

No Tech surge com um curso que teve início de forma despretensiosa, aulas quase sempre ao ar livre, nas escadarias do Museu Brasileiro de Escultura, em São Paulo, com dois "mestres", que se queriam mais interlocutores, ou atiçadores de idéias - Fernando e Humberto Campana - e um grupo de jovens dispostos a fazer design com as mãos. Foi este saber intuitivo que contaminou seus alunos e permitiu que dessas aulas, surgisse uma coleção de objetos com uma linguagem própria, coerentes entre si, expressando uma idêntica intenção.
Uma estética brasileira? Talvez, não se inventou nada. A transposição do uso dos materiais é usada por diversos designers, em outros países, o novo é o olhar brasileiro - livre, leve, solto, colorido, delicado e bem humorado.
A seguir, alguns dos trabalhos de seus alunos nesta exposição, realizada em julho de 2001, no MUBE, São Paulo.
Vaso Goma (2000)
câmara de pneu de bicicleta
Tetê Knecht
Luminária Nebulosa
corda e saco de laranja
Mariana Dupas e Rosa Berger (2000)
Cadeira Craft (2000)
ferro e papel craft
Carla Tennembaum
Vista geral da exposição
"No Tech", 2001
Tapete Pirulito (2000) - eva e arame
Carla Tennembaum
Outra vista da exposição
"No Tech", 2001