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A HISTÓRIA DE BROTAS




ASPECTOS HISTÓRICOS:

Início da Povoação:

Por volta de 1839, foi construída uma capela dando origem à primitiva povoação local. O território, inicialmente, pertencia a sesmaria da região de Araraquara e era cortado pelas trilhas de expansão de Minas para o interior do Estado .

Os primeiros a se fixarem na região foram famílias mineiras,segundo BUSSAB (1992). Brotas tornou-se distrito de Araraquara em 1858 e cidade em 1859.

O aniversário da cidade é comemorado no dia 3 de maio, por ocasião de uma antiga comemoração católica, a de Santa Cruz.

A origem do nome BROTAS tem quatro hipóteses: Brotas de olho/brotas d’água; brotas de broto de capim/ mato que brotava após pousadas de trilheiros, Brotas como derivativo de “bolotas”, bolos característicos fabricados no lugar . A quarta e mais provável vem das origens da fundadoras de Brotas. Sendo D. Francisca Ribeiro dos Reis descendente de portugueses católicos e devotos de Nossa Senhora das Brotas, em Portugal, teria prestado homenagem à santa, dando seu nome à cidade . Na capela de Santa Cruz existe uma imagem ,do século XIX ,da referida Santa. Brotas teve sua fase de melhor desenvolvimento nas décadas de vinte e trinta, época de expansão do café para o interior paulista. A cidade viveu em função desta atividade econômica até sua crise definitiva. É marcante a presença de imigrantes italianos e seus descendentes que tiveram influencia nos rumos políticos da cidade.

A crise do café trouxe um período de estagnação econômica ao município que na época perdeu população para os grandes centros urbanos. A taxa de crescimento da população tornou-se positiva à partir da década de oitenta, culminando com o aumento de 3.134 habitantes pelo censo de 1991. Atualmente, o município ainda possui uma economia predominantemente agrícola Considerando-se a tradição agropecuária e os recursos naturais do município: cachoeiras, matas preservadas, serras e rios, a economia turística, com base no ecoturismo, turismo de aventura e no turismo rural tem se tornado outra atividade de destaque e importância para a economia local.


ASPECTOS ECONÔMICOS : As principais atividades econômicas do município são: agropecuária e agroindústria canavieira.

Principais culturas: cana-de-açúcar e laranja, vindo à seguir o café e o milho. Está havendo também um interesse no cultivo de frutas para a industrialização como: pêssego, figo, nectarina, goiaba e outros (Fazenda Taperão).

Na pecuária, temos grandes grupos de criadores de gado de corte e reprodutores (Grupos Atalla e Manah ).O gado leiteiro também se destaca com os laticínios Tavolaro e Smaniotto. Na criação de suínos, destaca-se a Fazenda Santo Inácio de Loiola, por sua tecnologia. Existem também inúmeras granjas de frango para corte , que funcionam no sistema de Integração.

Na indústria , ressaltamos a Destilaria Paraíso, por ser de maior porte e empregar um grande número de pessoas . Destaca-se dentro da pequena indústria , a de vara de pescar, pela quantidade e qualidade das mesmas. Outras pequenas indústrias são: calçados, roupas e bancos de jardim. Atualmente, a cidade de Brotas é conhecida como “A Capital do Ecoturismo“.


PADROEIRA : Nossa Senhora das Dores
COGNOME: Cidade da Amizade
DENOMINAÇÃO DA PESSOA NASCIDA EM BROTAS: Brotense
LOCALIZAÇÃO : Centro do Estado de São Paulo, à noroeste da capital
Coordenadas: Latitude :22º17 S, Longitude : 48º08 W.Greenwich.
DISTANCIA DA CAPITAL: Via Rodoviária : 242 Km,Via Ferroviária : 269 Km.
SUPERFÍCIE : 1.062 Km2

MUNICÍPIOS LIMÍTROFES :

TORRINHA (SUL) : 18 Km
DOIS CÓRREGOS (OESTE) :37 Km
ITIRAPINA (LESTE) :31 Km
DOURADO (NOROESTE): 40 Km
RIBEIRÃO BONITO(NORTE) : 36 Km
SÃO CARLOS (NORDESTE) : 64 Km
SÃO PEDRO (SUDESTE): 55 Km

CONDIÇÕES NATURAIS : Temperatura Máxima 30º C., Temperatura Mínima 08º C.
CLIMA : Tropical
ÍNDICE PLUVIOMÉTRICO ANUAL: 1.300 a 1.400 mm.
TIPOS DE ROCHA : Basalto e Arenito
RECURSOS MINERAIS : Areias
RELEVO:: De plano a ondulado
VEGETAÇÃO : Cerrado e Campo
TIPOS DE SOLO : 80 % de solo vermelho amarelo, e o restante terra roxa, rodsol e vermelho escuro.
POPULAÇÃO TOTAL : 17.400 Habitantes (IBGE 1997 )
DENSIDADE DEMOGRÁFICA : 13,55 hab./ Km 2.
GRAU DE URBANIZAÇÃO : densidade na área urbana: 2.500 hab./ Km 2.



RECURSOS HÍDRICOS

Área aproximada 44.400 ha. Nascem num planalto, “caindo “ pela face da serra de Brotas, a montante da cidade de Brotas . Principalmente o Rio Jacaré Pepira que recebe os córregos Porto do Coqueiro, Recreio e Ribeirão Recreio (No município de Brotas na divisa com São Carlos). Na várzea do rio , recebe o Caçorova (formado pelo ribeirão do Pinto, Jerivá e Pinherinho). Abaixo deste ,ainda pela margem direita, ele recebe o Tamanduá (que vem do alto da serra de Itaqueri e Brotas (ou São Pedro). A vazão média do Rio Jacaré é de 9m /s . Isso tomando na sua cabeceira onde foi baixa. O Caçorova tem vazão de aproximadamente 3,5m/segundo e ao redor de 12Km de comprimento; já o Jacaré Pepira possui comprimento ao redor de 16km.

Dados Geográficos , Geológicos e Demográficos.

Localização:

Localizado no centro geográfico do Estado de São Paulo, o município de Brotas possui área de 1.062 km² , sendo que 81,9% deste território, estão integrados à Bacia Hidrográfica do Rio Jacaré-Pepira. A área total, formada por 13 municípios, (Boa Esperança do Sul, Jaú, Ibitinga, Dois Córregos, São Pedro, Itirapina, Ribeirão Bonito, Bariri, Bocaina, Torrinha, Dourado, Itaju ), é de 2.732 km² , cabendo a Brotas 32% deste total, o que torna o município com maior participação territorial. ( Diagnóstico Ambiental do Município de Brotas, 1996).

A bacia do Rio Jacaré Pepira , pertence à bacia do rio Paraná e ocupa uma área de 2612 km². O rio nasce no município de São Pedro, Na Serra de Itaqueri (47° 55’ W e 22° 30’S), altitude de 960m e após um percurso de 174 km, deságua no rio Tietê a aproximadamente 400m de altitude, no município de Ibitinga a 48° 55’W e 21° 55´S. (Projeto do Consórcio Intermunicipal do rio Jacaré-Pepira, 1989).

Geomorfologia:

A bacia hidrográfica do Rio Jacaré-Pepira tem parte de seu curso dentro das Cuestas Basálticas e seu curso final no Planalto Ocidental, Entende-se por Cuestas Basálticas, um relevo escarpado, dissimétrico, seguido de uma sucessão de camadas com diferentes resistências ao desgaste e de grandes plataformas estruturais de relevo suavizado, inclinadas para o interior em direção à calha do Rio Paraná. O topo é denominado de frente da cuesta e a base de reverso da cuesta. O entalhamento do reverso dessas cuestas , um corte íngreme na região frontal, deu lugar a grandes anfiteatros de erosão, e muitos destes cortes apresentam quedas d’água (Maier, 1983).

Segundo Maier, 1983, no Planalto Ocidental, podem ocorrer escarpas locais que recebem nome de serras (Ex.: Serra de Dourado e Brotas). Na bacia , ocorrem quatro tipos de relevo, relevo de degradação, formado por planícies aluviais, sujeitas a inundações e localizadas na calha do rio Jacaré-Pepira e de alguns de seus afluentes . Seguem-se relevos de degradação em planaltos dissecados, formados por colinas amplas com topos extensos e aplainados , colinas médias e topos aplanaidos, morros amplos com topos arredondados, morrotes e espigões com topos angulosos e achatados. O terceiro tipo é constituído por relevos residuais e formado por mesas Basálticas, que são morros testemunhos isolados, com topos aplanaidos e arredondados, escarpados , com exposição de rochas. O Quarto tipo é formado por relevos de transição, onde se encontram encostas escarpadas com canyons, locais com declividade média entre 15 a 30% e vales fechados localmente formando canyons, (Maier,1983).

Geologia

Segundo descrição de Almeida et alii, 1981, e citado por Maier, 1983, na bacia do Jacaré Pepira ocorrem rochas predominantemente do Mezozóico, a saber: grupo São Bento com formações Pirambóia, Botucatu e Serra Geral, à qual associam-se Intrusivas Básicas e o grupo Bauru com formação Adamantina. Segundo Maier, 1983, citando Ponçano, 1981, ocorrem ainda coberturas Cenozóicas da formação Itaqueri e Aluviões e Coluviões .

A formação Pirambóia apresenta arenitos finos e médios de deposição fluvial, podendo também ocorrer folhelhos e arenitos argilosos. Já a formação Botucatu apresenta arenitos de granulação fina a média, de origem eólica e com estratificação cruzada. Podem ocorrer pequenos corpos de siltitos, argilitos e conglomerados, todos de deposição fluvial ou lacustre. Por sua vez, a formação Serra Geral, apresenta rochas vulcânicas sob a forma de derrames basálticos de coloração escura. Nesses derrames podem ocorrer intercalações de arenitos eólicos da formação Botucatu (Maier, 1983).

Os aluviões e coluviões, presentes na bacia, são constituídos principalmente por argilas com alto teor de matéria orgânica (Maier, 1983). Na bacia hidrográfica considerada, ocorrem estruturas que revelam o tectonismo da região. A orientação geral do curso do rio jacaré Pepira, parece indicar uma influência do alinhamento estrutural do Tietê. A Oeste de Dourado, no divisor de águas entre as bacias do Jacaré Pepira e Jacaré Guaçu o mapa geológico citado assinala a presença de alguns falhamentos de gravidade, o mesmo ocorrendo junto ao curso do rio, ao sul de Brotas, a jusante do cruzamento deste rio com a rodovia Araraquara - Jaú (SP225). Nessa mesma região é assinalado um domo que define o interflúvio entre as duas bacias citadas (Maier, 1983).

História e Demografia

O estado atual de degradação da Bacia Hidrográfica do Rio Jacaré Pepira e dos municípios que a formam se deve, principalmente, aos movimentos econômicos de hoje e do século passado, os quais tiveram como características uma ocupação de solo e uso dos recursos naturais inadequados. Isto pode ser visto, em Brotas, nos fatos enumerados:

1- A partir do século XIX, a ocupação da região de Bacia de Brotas é apoiada na lavoura açucareira, valendo-se da proximidade a regiões produtoras como São Carlos e Araraquara. A cultura de cana e produção de açucar ocupava largamente mão de obra escrava.

2- Na Segunda metade do século XIX, o café avança através de dois eixos: um de São Carlos - Araquara - São José do Rio Preto, e outro Botucatu - Jaú - Bauru. Com o café vieram a ferrovia traçada em função das áreas produtoras e os imigrantes, que produziram mudanças profundas na cultura regional e na política (Brotas chegou a possuir 5 estações de trem). É, portanto, o café o primeiro grande indutor de desmatamento. Primeiro a ocupação de lavouras, segundo para produção de energia, manutenção da ferrovia, construções, etc.

3- No início de século XX , de 1898 a 1910, a pecuária é introduzida na região, estimulada pela superprodução cafeeira e queda de seus preços no mercado internacional. A criação de gado é impulsionada em decorrência da I Guerra Mundial, quando ocorre aumento pela procura de carne em conservas e congelados. Desta vez, grandes áreas naturais são substituídas por pastos.

4- Em 1920, é introduzido o transporte rodoviário na região, rasgando os espigões e invadindo terras não atingidas pela ferrovia, estimulando novo impulso à extração da cobertura vegetal primitiva. ( Diagnóstico Ambiental do Município de Brotas, 1996).

pela ferrovia, estimulando novo impulso à extração da cobertura vegetal primitiva. ( Diagnóstico Ambiental do Município de Brotas, 1996).